Líder ou Liderado

A infância e a velhice parecem tão distantes, mas são tão próximas. Num instante parecemos eternos, no outro, uma página na história. Por ser tão breve a vida, deveríamos vivê-la com sabedoria para sermos cada vez mais pais, educadores, profissionais e humanos inteligentes, jovens mais sábios, ..., amigos mais efetivos.

Muitos vivem apenas porque estão vivos. Vivem sem objetivos, sem metas, sem ideais, sem sonhos. Não sabem como lidar com sua fragilidade e suas lágrimas. Foram preparados para vencer, por isso não sabem o que fazer quando tombam pelo caminho ou perdem a direção.

Sabem lidar com os aplausos, mas desesperam-se diante das vaias. Andam com segurança quando tudo dá certo, mas recuam quando não vêem o horizonte. Recebem diplomas na escola, lidam com informações objetivas, mas não sabem ousar, criar, correr riscos calculados e cultivar o que amam.

Se compararmos a mente humana com o mais belo e fascinante teatro, onde se encontra a maioria dos jovens e adultos? No palco dirigindo a peça, ou na platéia sendo espectador passivo dos seus conflitos, perdas, decepções, culpas?

Somos treinados para governar nossos pensamentos? Aprendemos quais são as ferramentas necessárias para administrar nossas emoções? Não.

A ciência e a educação nos preparam para explorarmos o mundo externo, mas não para explorarmos o território do nosso ser. Somos preparados para sermos platéia, e não líderes do nosso mundo interior. Os pensamentos nos dominam, as emoções nos controlam, dominamos tecnologia para viajarmos para os planetas e nos tornamos limitados para conquistarmos o espaço onde nasce a timidez, a ansiedade, o medo, a insegurança, o mau humor, o orgulho, as frustrações, a angústia, a arrogância, os sonhos, o encanto pela vida.

O ser humano tem tecnologia para destruir montanhas, mas tropeça nas pedras do seu medo e mau humor. O ser humano é capaz de dirigir um veículo mil vezes mais pesado do que ele, mas não sabe controlar a ansiedade que destrói sua paz e prazer de viver.

Ser ator principal no palco da vida não significa não falhar, não chorar, deixar de tropeçar, ter reações de insegurança ou, às vezes, atitudes tolas.

Ser ator principal significa refazer caminhos, reconhecer erros e aprender a deixar de ser aprisionado pelos pensamentos e emoções doentias.

Onde VOCÊ se encontra no teatro da VIDA : no palco dirigindo a peça e atuando como ator principal, ou na platéia como espectador passivo?

Rogério Calusa ( do livro “Seja Líder de Si Mesmo” - autor Augusto Cury)

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