Gestão de Riscos

Você sabe o que é risco?

  • “Risco é a probabilidade de insucesso, de malogro de determinada coisa, em função de acontecimento eventual, incerto, cuja ocorrência não depende exclusivamente dos interessados. Probabilidade de perigo, geralmente com ameaça física para o homem e/ou para o meio ambiente.” (Dicionário da Língua Portuguesa Houaiss)
  • “Risco é caracterizado pela possibilidade de um projeto não se realizar de acordo com o estabelecido no objetivo (o que, para que, onde, quando - tempo, como, quanto – custo, com quem, quem, quem mais, qual – recursos) e com as condições externas. Os desvios que ocorrem podem ser de difícil aceitação ou até mesmo inaceitáveis.” (IPMA - Internacional Project Management Association)
  • “Risco é um evento ou condição incerta que, se ocorrer, tem um efeito positivo ou negativo sobre ao menos um dos objetivos do produto.” (PMBOK - Project Management Body of Knowledge)

É comum escutar pessoas dizendo que para alcançar o sucesso ou conquistar algo é preciso correr riscos. De fato há uma verdade nisso, porém algumas pessoas tendem a comemorar mais os riscos que correm do que propriamente os resultados alcançados, como se isto fosse enaltecer a conquista da pessoa ou torná-la mais corajosa, capaz ou audaciosa frente aos seus objetivos.

De fato o risco existe em qualquer circunstância da vida. Entretanto, o mais importante é estar preparado com recursos internos e externos para lidar com o risco em pró do objetivo - quer seja um projeto de vida, um produto ou um serviço - e torná-lo uma fonte de aprendizado e não em um troféu, quando superado, ou uma catástrofe, quando barrado por ele.  

Basicamente, o risco está estruturado nas incertezas de que algo possa acontecer tanto no mundo interior ou exterior da pessoa ou da empresa, e que afetará positivamente ou negativamente no resultado a ser alcançado. A incerteza é algo que ainda não possui uma resposta adequada, concreta, definitiva ou que possua um resultado evidente para tomadas precisas de escolha e decisão, ou seja, a incerteza é uma zona desconhecida. Por desconhecer o que pode acontecer o medo se apresenta fazendo com que a pessoa ou a empresa vá a luta, fique imóvel (paralisia) ou fuja.

Pode parecer óbvio que para conhecer a zona desconhecida é preciso ter ações para conhecê-la, porém dependendo do estilo de pensamento e comportamento da pessoa ou da empresa frente as incertezas pode levá-los a maximizar seus problemas e minimizar suas capacidades perpetuando-os na zona de conforto, ou seja, na famosa zona conhecida. 

Esta forma do "como" lidar com as incertezas é a que faz a diferença. Em geral, este "como" está relacionado com as experiências e conhecimentos adquiridos ao longo da vida, com as crenças e valores, foco de atenção, estilo de vida, percepções,  necessidades internas e externas, influências de terceiros  e outras variáveis. Por exemplo, existe o hábito de pensar que é maior a probabilidade de um risco afetar negativamente o objetivo do que afetar positivamente ou de acreditar que os riscos somente afetam negativamente os objetivos. Com este pensamento e com esta crença, como uma pessoa ou uma empresa irá lidar  com as incertezas?

Vale ressaltar que cada pessoa ou empresa vai encontrar a melhor maneira de tratar as incertezas ou fazer a sua gestão de riscos e validá-lo para si. O que significa dizer que aquilo que foi bom ou ruim para uma pessoa ou empresa necessariamente será ou não da mesma forma para mim e vive-versa.

A Gestão de Riscos consiste em pensar e agir sistematicamente e orientados à soluções, buscando meios que permitam clarear os pontos obscuros. Para isto:

  • Identifique claramente a situação atual e especifique detalhadamente a situação desejada (objetivo).
  • Elabore o plano de ações que o levará da situação atual para a situação desejada (objetivo).
  • Identifique os riscos na situação atual, na situação desejada (objetivo) e plano de ações.
  • Avalie o quanto cada risco pode afetar na situação desejda (objetivo). Qualifique-o (por exemplo: alto, médio, leve).
  • Identifique os recursos internos e externos necessários para minimizar ou neutralizar os riscos. Crie estratégias de atuação.
  • Elabore planos de contingência – planos B, C, D - para os riscos que possam ocorrer e impactarem no alcance do objetivo.
  • Tenha sempre uma outra alternativa para alcançar a situação desejada (objetivo). 
  • Busque informações com pessoas ou profissionais que efetivamente possam lhe ajudar positivamente. 

Tipicamente, o dimensionamento do risco conduz a três perfis de conduta distintos:

  • Conservador: a pessoa ou a empresa superdimensiona os recursos como forma de proteção contra problemas.
  • Moderado: a pessoa ou a empresa otimiza os recursos, evitando gastos desnecessários e atendendo com razoável grau de confiabilidade as suas expectativas e as dos stakeholders.
  • Agressivo: a pessoa ou a empresa subdimensiona os recursos, expondo-se de modo arriscado aos problemas decorrentes da falta de segurança, informação, estabelecimento claro e definido do objetivo, dos resultados, das conseqüências e etc.

Se você gostou deste artigo escreva para: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.