Sucesso e Felicidade

No modelo de pensamento ocidental as pessoas acreditam que o sucesso e a felicidade são definidos pelo ter, ou seja, pela quantidade de bens adquiridos ou pelas conquistas de status – propriedades, cargos, corpo escultural, casamentos notáveis e outras tantas formas que promovam o status pessoal ou profissional. Exemplo disso, basta reparar no que as pessoas dizem quando vêem outras usando jóias, roupas e sapatos de grife, andando num automóvel importado. Logo pensam tratar-se de pessoas supostamente bem-sucedidas e felizes. 

Neste modelo de pensamento acredita-se que o sucesso e a felicidade possam ser medidos por coisas bem visíveis, materializadas e, talvez, invejáveis. Educação, dinheiro e poder são atributos nessa definição de sucesso e de felicidade. Como vivemos num mundo das dualidades, os malsucedidos são definidos como pessoas que não conseguiram adquirir tais posses. A falta de educação, de dinheiro, de poder e de ambição são sinais de fracasso e infelicidade. 

Note-se que todas as medidas de sucesso e de felicidade desse modelo são externas a pessoa, ou seja, exteriores ao “Eu Interior” dela. Conseqüentemente, sua estima fica na dependência dessas medidas externas, de alguém ou de alguma coisa, as quais são impermanentes, vulneráveis e mutáveis. Essa dependência afeta, consciente ou inconscientemente, nos aspectos físico, mental e emocional. A pessoa deixa de ser quem ela é na sua essência e acaba se afastando de seu próprio Eu. Os pensamentos são censurados, as emoções são ensaiadas e a pessoa começa a renunciar a si mesmo para representar uma outra pessoa que seja aceita e reconhecida por essas medidas de sucesso e de felicidade. Como é estranho ter o respeito num dia e ser ignorado no dia seguinte por causa da perda de um cargo, de uma crise financeira, do rompimento de um relacionamento notável ou de alguma outra mudança que faça a diferença.

Quantas pessoas estudam demais, trabalham demais, fazem tudo perfeito, conhecem todas “pessoas certas”, utilizam todo o seu poder para as conquistas, mas dizem que ainda não alcançaram o sucesso e muito menos vivem a felicidade. Estão rodeadas de posses e com um profundo sentimento de vazio interno. 

É compreensível o fato de que as pessoas buscam ter algo para satisfazer as suas próprias necessidades: alimentação, roupas, moradia, segurança, afeto, carinho, auto-estima elevada e a auto-realização. Para ter algo do ponto de vista fisiológico, material, social, profissional ou psicológico é fundamental que pessoa acredite em ser algo livre de qualquer dependência. O meio externo não deve determinar quem a pessoa deva ser, mas sim é a essência interna de cada pessoa que deve determinar quem ela é para o mundo externo. Vale lembrar que a responsabilidade está presente em tudo aquilo que se faz ou deixa de fazer.

O modelo do ser não tem uma definição de sucesso e de felicidade, pois ele é subjetivo e está alinhado com as percepções e os propósitos de vida de cada pessoa. Disso se deduz que o sucesso e felicidade é um estado interno que pode ser vivido a qualquer momento, pois você é quem tem o controle do seu mundo interior. 

Sua condição atual é o sucesso. Você é você. E isso basta. Seja capaz de amar a si mesmo, especialmente quando o mundo desmoronar ao redor. Seja capaz de reconhecer o que faz, somos seres inacabados e estamos todos aprendendo e evoluindo. Seja grato pelos momentos da vida, pois é isso que levamos conosco. Seja discípulo de si mesmo ao invés de seguir o outro, talvez o outro não saiba para onde esteja indo. Seja criativo e flexível fazendo as coisas de maneiras diferentes, talvez você terá uma outra perspectiva. Seja tolerante e se dê uma nova oportunidade antes de criticá-lo ou julgá-lo. Seja um eterno aprendiz, pois assim não se tornará escravo da verdade absoluta. Seja comprometido com o que diz e faz, isso lhe inspira confiançal consigo mesmo.

Enfim, seja o que for mas seja você a pessoa quem cuida do seu sucesso e da sua felicidade.

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